domingo, 8 de novembro de 2009

Porquê




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rua Escura



domingo, 27 de setembro de 2009

Dear Friends

Graças à Lígia Paz, existe agora uma versão deste blog em inglês (ver barra lateral).
- Obrigado Lili!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Perdas e Danos

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Polvo




Continua...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Andarilho

terça-feira, 11 de agosto de 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Campismo

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Exposição de Trabalhos Inéditos na Galeria Extéril



De 16 de maio a 17 de Junho.
Aberto ao público na inauguração.
Outros dias - por marcação via email: exteril@exteril.com
Rua do Bonjardim, 1176 - Porto

quarta-feira, 25 de março de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Michael, on Democracy

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Carlos e Filipe


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Michael Crisis

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Filipe

sábado, 3 de janeiro de 2009

Casa

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Varanda

domingo, 12 de outubro de 2008

Trinta

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Verão


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mano

domingo, 10 de agosto de 2008

Luz da Manhã

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Cardo Mariano

terça-feira, 22 de julho de 2008

Lili

segunda-feira, 7 de julho de 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Tomorrow The Chinese Will Deliver The Pandas - Festa de Lançamento



Sexta-feira dia 20 de Junho, às 22:30 no Senhorio, será lançado o meu novo livro de bd, editado pela Plana. Irei expor alguns trabalhos originais, fazer um pequeno discurso de apresentação e passar música pela noite dentro! Aparece!

Para mais informações: hello@planapress.org \ hum.marcomendes@gmail.com

Senhorio - Rua Duque de Loulé nº 239, 2º Andar, Porto

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Da Janela do Meu Quarto



Depois de digitalizar este desenho, destruí-o sem querer!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Superbacana

sexta-feira, 14 de março de 2008

Clube de Bd na ESAP - Guimarães



A partir de Maio de 2008, irá funcionar todos os sábados de manhã, na ESAP - Guimarães, um clube de banda desenhada para jovens até aos 16 anos. As actividades giram em torno da produção , publicação e exposição das bandas desenhadas dos sócios, num ambiente de partilha e aprendizagem constante. Vem divertir-te connosco!


Horário: sábados de manhã, das 10:00 às 13:00

Monitor Responsável: Marco Mendes

Contactos:

Rua Francisco Agra, 92 (Antiga Rua de Sta Luzia)
4800-157 Guimarães
Portugal

Tel: +351 253 410235 Fax:+351 253 519681

dir@esap-gmr.com

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Recibos Verdes

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Trabalhar Faz Calos

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Mordomias

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Homens Lixo

sábado, 19 de janeiro de 2008

Tusa

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Queda de Cabelo

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Inspiração

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Dias Felizes

A Estrada do Sucesso

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Natal em Casa dos Pais



sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Dupond & Dupont

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Peanuts

terça-feira, 27 de novembro de 2007

TV

domingo, 21 de outubro de 2007

NOVO FANZINE



Esta é capa e contracapa que fiz para o fanzine de banda desenhada Carlitos, com trabalhos meus e da Lígia Paz (ver links).
Tem 24 páginas, formato A4 e um belo poster destacável, tudo pela ridícula quantia de 4 euros, mais gastos de envio. Nas lojas o preço aumenta para 5 euros. Encontra-se à venda na Galeria Plumba e na loja Central Comics, no Porto. Em breve anunciaremos outros locais. Encomendas para ah.mula@gmail.com

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Evereste







terça-feira, 25 de setembro de 2007

Hoje

sábado, 22 de setembro de 2007

Vernissage


Uma Formiga na Saia do Universo

Individual de Marco Mendes

22 de Setembro de 2007, Galeria Plumba, Porto

O Texto que o Marco me obrigou a escrever

por Lígia Paz

Quando conheci a obra daquele que viria a ser meu companheiro, Marco Mendes, jamais poderia imaginar o que me esperava. Nos momentos seguintes à confrontação, senti-me como uma ostra num campanário: afogueada e surpreendida perante a sua impulsiva necessidade de fazer auto-retratos de anões viris; e assustada com a íntima pulsão latente do seu traço. Temi que tentasse regar-me com sumo de limão, para depois me devorar. Não estive longe da verdade.

Começemos pelo princípio: a sala da casa partilhada por Marco Mendes com o seu parceiro d’A Mula, Miguel Carneiro, possui contornos míticos. Cenário ora de festas, de uma mesa de ping-pong, do sofá onde tanta gente dormiu e foi retratada, e das paredes cobertas de desenhos e desabafos diversos. Era um ambiente que cheirava a decadência e partilha, a excessos e amigos, e à incontornável existência da piaçaba decrépita da casa de banho. Ao sexo, drogas, álcool e rock’n’roll associavam-se pelas paredes testemunhos autobiográficos e plurais que primam pela sua transparência, crueza e intimidade envolvente. E, muito frequentemente, um inesperado humor capaz de surpreender um arenque bilioso.

Auto-centrado e contemplativo-romântico, decadente e alegre, minucioso e javardo, a sensibilidade do Marco revela contradições e complexidades, as quais ganham sentido e naturalidade ao longo do seu trabalho. Desta forma, ao virtuosismo técnico somam-se as rasuras e emendas, à melancolia junta-se a pornografia, à representação do mundo real une-se o absurdo e o ficcionado. A um lado negro, nostálgico, angustiado ou por vezes solitário, acresce um humor por vezes inverosímil, outras mórbido.

Em toda a crueza do seu realismo social, sem artifícios ou auto-complacências, as representações e retratos dos que lhe são mais próximos são também um testemunho geracional e de época. É também notória a existência de um sentimento de partilha, de identidade e de pertença – a um país, com as suas contrariedades e cultura; e a uma comunidade, unida pela partilha de valores, de experiências, e de cerveja a oitenta cêntimos.

As características do trabalho podem, ou não, ser catalogadas em diferentes tipos de abordagem. No “desenho à vista”, os planos são prolongados e os enquadramentos inusitados; surge com alguma frequência um sentimento de tranquilidade nostálgica, atento a pequenos detalhes e a facetas várias da vida quotidiana. Há uma preocupação em capturar o ritmo fluído das palavras e acontecimentos, num texto contínuo e frequentemente corrigido, riscado, e deixado estar como se a borracha não existisse.

Já no trabalho de banda desenhada (e de “banda desenhada à vista”, em tempo real) são exploradas as possibilidades rítmicas inerentes ao formato, sendo o desenho frequentemente mais explosivo, emotivo, e surpreendentemente cómico. É sobretudo neste registo que os indivíduos retratados mais se distanciam das suas personagens ficcionadas. Nesta pseudo-realidade criada pelo punho do autor, atravessam o espectro do melhor e do pior que todos encerramos - o absurdo, o lado negro, o prazer, a alegria, o falhanço e as limitações sexuais; os nossos gostos, fragilidades, perversidades e manias. As interpretações e reflexões sobre a realidade ganham contornos mais críticos e políticos, e a sátira ganha destaque.

Desde o ano de 2004 e até à noite anterior à inauguração, Marco Mendes abdicou de um cargo de direcção numa empresa cotada em Wall Street, de camareiro de strippers em Hong-Kong, e de lavar a roupa com a devida frequência para afincadamente erguer a produção artística que poderão, a partir de hoje, ter o prazer de saborear na Galeria Plumba.